Dia Nacional do Doador de Órgãos

Não é por falta de solidariedade ou empatia, mas principalmente por medos e tabus, como não falar de morte, e desconhecimento do que acontece com o doador são entraves para a doação de órgãos entre os brasileiros. Podemos resumir como falta de informação, o que não permite que o Brasil esteja em melhor situação entre os maiores países transplantadores de órgãos do mundo. E a situação é mais difícil quando a questão é de morte encefálica. De todas as mortes encefálicas, que permitiriam transferir os órgãos para pacientes que correm risco de morte, pouco mais da metade se transforma em doação, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

São cerca de 16 doadores efetivos por milhão de habitantes (há duas décadas, ficava entre seis e sete doadores por milhão de habitantes), mas ainda estamos longe de alcançar países como Espanha, Estados Unidos, Portugal e França, onde essa proporção dobra. Por isso, campanhas como o Setembro Verde, que incentiva a doação são tão importantes.

Você sabia?

O Brasil é referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos de todo o País são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em números absolutos, o Brasil é o 2º maior transplantador do mundo, atrás apenas dos EUA. Os pacientes recebem assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante, pela rede pública de saúde. (Dados do Ministério da Saúde)

Mas como tudo sempre pode melhorar, o país ainda tem o desafio de reduzir as filas que impõem a milhares de famílias o sofrimento da espera por um doador. 

Você sabe que entidade regula a captação de órgãos?

Cada órgão a tem seu processo de captação, conservação, fluxo e uma fila. Quando a família autoriza a doação, a Organização de Procura de Órgãos e Tecidos (OPO) informa a viabilidade do doador à Central de Notificação Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos (CNCDO), que realiza a distribuição dos órgãos, indicando a equipe transplantadora responsável pela retirada e implante do mesmo.A Organização de Procura de Órgãos e Tecidos (OPO) tem o papel de coordenação supra-hospitalar, responsável por organizar e apoiar, no âmbito de sua atuação e em conformidade com o estabelecido no Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes, as atividades relacionadas ao processo de doação de órgãos e tecidos, a manutenção de possível doador, a identificação e a busca de soluções para as fragilidades do processo, a construção de parcerias, o desenvolvimento de atividades de trabalho e a capacitação para identificação e efetivação da doação de órgãos ou tecidos.

A OPO tem como objetivo exercer atividades de identificação, manutenção e captação de potenciais doadores para fins de transplantes de órgãos e tecidos no âmbito de sua atuação. Também divulga a política de transplantes de modo a conscientizar progressivamente a comunidade sobre sua importância, e tem interação permanente com as áreas potenciais de doação e equipes de transplantes, trabalhando sempre em parceria com as CIHDOTT (Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante). O profissional da OPO realiza avaliação das condições clínicas do possível doador, da viabilidade dos órgãos a serem extraídos e faz entrevista para solicitar o consentimento familiar da doação dos órgãos e tecidos.

Juiz de Fora é atendida pela OPO Zona da Mata, ligado ao complexo MG Transplantes. O Hospital Monte Sinai possui uma CIHDOTT, que trabalha em parceria com estes órgãos.

Quem aborda o familiar de potencial doador de órgãos no hospital?

Tem tarefa mais difícil que dar a notícia da morte de um familiar a qualquer pessoa? Tem. Conversar com uma família que acabou de receber a notícia da morte de um ente querido e perguntar se ela autoriza a doação dos órgãos. Esta função, nos hospitais, cabe aos profissionais que são membros das CIHDOTTs – Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes. Eles são treinados para isso e muitas vezes contam com ajuda dos órgãos captadores, mas a missão é muito nobre: salvar outras vidas. Esta comissão é formada por uma equipe multidisciplinar, com enfermeiro, psicólogo, médico e pode ter assistente social. Eles estudam a parte teórica e prática do processo de doação, e precisam desenvolver habilidades de comunicação para demonstrar empatia na abordagem, além de esclarecer dúvidas dos familiares. Precisam passar segurança para ouvir um “sim” neste momento tão delicado.

É parte do trabalho da comissão a busca ativa de potenciais doadores e abertura do protocolo de morte encefálica, por meio do qual é atestado o estado clínico irreversível das funções cerebrais do paciente O enfermeiro e o médico da CIHDOTT precisam de capacitação em cuidados intensivos para que estejam aptos a lidar com pacientes críticos, além de estarem habilitados para conduzir o protocolo de morte encefálica. E a comissão também fiscaliza todo o processo de doação dentro do hospital, garantindo que tudo ocorra de forma transparente, dentro da legalidade e com segurança. Auxilia na condução do protocolo e acompanha todo o processo junto com a Central de Transplantes.

DIA DE QUEM DOA VIDA

O Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos é celebrado em 27 de setembro.

O principal objetivo desta data é conscientizar a população em geral sobre a importância de ser doador de órgãos. E quem fala muito bem sobre a importância deste gesto é o coordenador médico da CIHDOOT do Hospital Monte Sinai, Marcos Valério Louzada Carvalho - Cardiologista e Médico intensivista. "A doação de órgãos é um ato de caridade e amor ao próximo. A cada ano, muitas vidas são salvas por este gesto altruísta. A conscientização da população sobre a importância doação de órgãos é vital para melhorar a realidade dos transplantes no Brasil. Todos podem ser doadores, exceto os portadores de doenças infecto-contagiosos, câncer e HIV. Hoje, mais de 80% dos transplantes são realizados com sucesso. Um único doador por salvar ou melhorar a qualidade de vida de mais de 20 pessoas. Ele só precisa avisar sua família de sua vontade de ser doador."

Seja um doador! Avise a sua família! Doe vida!

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