Cirurgia inédita em MG: ablação de tireoide por radiofrequência. Sem cicatriz, sem dor, sem reposição de hormônios

A equipe de Radiologia Intervencionista do Monte Sinai realizou procedimento inédito em Minas. Dia 28 de maio, os especialistas Rafael Gustavo Gomide Alcântara e Magnum de Oliveira Matos fizeram uma ablação por radiofrequência (RFA) de nódulo benigno de tireoide. Eles foram acompanhados pelo Dr. Maurício Amoedo, médico do Hospital A. C. Camargo Câncer Center, referência na técnica.

Pouco invasiva, com risco menor de lesão de nervos, ausência de cicatriz, preservação da função da glândula e realização sob sedação, são alguns dos benefícios. A alta da paciente pode ocorrer em menos de 24 horas.

  

O que são nódulos de tireoide?

Apesar do caráter benigno, nódulos de tireoide podem causar efeitos estéticos indesejáveis, além de desconforto, por vezes atrapalhando a deglutição, a respiração, além de eventual dor local. São mais comuns em mulheres, após os 20 ou 30 anos.

Indicação para realizar o procedimento

A ablação de nódulos de tireoide, técnica alternativa a cirurgia convencional, onde a glândula é totalmente retirada, é indicada para pacientes que tenham sintomas decorrentes de nódulos tireoidianos, tais como: compressão de estruturas do pescoço, dificuldade para deglutição, rouquidão, entre outros, até alterações estéticas em pacientes que não podem ou não desejem submeter-se a uma cirurgia convencional.

Tratamento convencional

No procedimento convencional, a tireoidectomia total, além dos desconfortos de uma cirurgia, internação, dreno e a dor, há ainda um efeito estético indesejado (cicatriz cervical), o que pode causar desconforto nos pacientes. Outra altercação muito comum é causar alteração da voz. E, por retirar toda a glândula, todos os pacientes terão que repor os hormônios da tireoide pelo resto da vida.

O procedimento minimamente invasivo

A técnica de ablação de tumores por radiofrequência já é consagrada. Entretanto a aplicação em nódulos tireoideanos é relativamente nova. Com a radioablação, o nódulo é destruído e não retirado. Este primeiro caso do Monte Sinai será realizado em centro cirúrgico, mas pode acontecer em regime de hospital-dia, com sedação.

Um pequeno dispositivo, que é uma agulha que gera calor, é inserida sob orientação de um sistema de ultrassom. A agulha então, reposicionada, pelo especialista, em vários pontos do nódulo, fazendo pequenas áreas de ablação (necrose coagulativa) ao longo de todo o nódulo. Esta agulha transmite um tipo de energia/calor, que é a radiofrequência.

O paciente sai com um curativo e não precisa de sutura (ponto) porque a agulha é muito fina.

A resposta não é imediata. Os nódulos vão diminuindo até desaparecerem por completo. Isso leva seis meses, em média.

 Atualmente, a radioablação é utilizada apenas para lesões benignas e a grande promessa é que, no futuro, seja possível que o procedimento ajude na remoção de nódulos malignos (câncer).

 

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