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A humanização na UTI Neonatal, aliada à capacitação da equipe e à infra-estrutura adequada, é responsável pela pronta recuperação dos prematuros. Os profissionais do setor incentivam o aconchego do colo materno, onde o bebê recebe calor, amor e está perto do peito e, através do método Mãe Canguru, têm favorecido o desenvolvimento das crianças que estão prontas para deixar a incubadora.
Na UTI Neonatal do Hospital Monte Sinai, a assistência é completa. A equipe é multidisciplinar, especializada em neonatologia, e conta com apoio de exames complementares, laboratoriais e radiológicos 24 horas. Além de respiradores, monitores cardíacos e de oxigenação, entre outros aparelhos, a UTI dispõe de incubadora especial para o transporte do bebê da sala de parto até o setor. A amamentação é estimulada, como forma de proteção contra infecções, regurgitações alimentares e como forma de manter o vínculo do recém-nascido com sua mãe. A presença diária dos pais é estimulada, fundamental para o fortalecimento do bebê, que ganha peso mais rápido e fica menos tempo internado.

O Monte Sinai inova mais uma vez com um respirador para UTI Neonatal e pediátrica. Na região, o hospital é pioneiro no uso do equipamento. Este respirador é único em Juiz de Fora e, em Minas Gerais, é utilizado apenas em algumas UTIs de Belo Horizonte. O aparelho é importado da Alemanha e o investimento confirma o compromisso do Monte Sinai com a qualidade do atendimento e maior eficiência de seus procedimentos. O aparelho facilita a ventilação pulmonar e protege o pulmão de lesões que podem ser provocadas pelo respirador convencional. Ele é indicado para o tratamento de doenças que costumam ocorrer no período neonatal, como displasia broncopulmonar, síndrome de aspiração de mecônio, pneumotórax e enfisema intersticial. Para crianças maiores, a indicação é em casos de bronquiolite e asma.
O respirador de alta freqüência é colocado em um bebê prematuro, de apenas um quilo, pela equipe multidisciplinar da UTI Neonatal do Monte Sinai, composta por pediatra, enfermeira e fisioterapeuta
O aconchego do colo materno, onde o bebê encontra calor, amor e está próximo do peito, tem garantido o rápido desenvolvimento dos prematuros que chegam à UTI Neonatal do Monte Sinai. O método Mãe Canguru, inspirado nos marsupiais que completam a gestação dos filhotes dentro de uma bolsa, junto ao corpo, vem sendo estimulado para crianças em condições de deixar a incubadora. O contato com a pele da mãe, com o ritmo dos batimentos cardíacos e a sensação de estar envolvido com amor fazem com que o bebê se sinta protegido e capaz de superar o quadro clínico.
Junto da família, o bebê adquire confiança e usufrui dos benefícios do leite materno, que o afasta de complicações, como infecções, regurgitações alimentares e alterações respiratórias. Fortalecido, ele ganha peso rapidamente e fica menos tempo na UTI.
O método Mãe Canguru teve início na Colômbia, em 1978, pelo pediatra Edgar Sanabria, que percebeu que o pequeno número de incubadoras não seria suficiente para o grande número de prematuros que precisavam de suporte. Assim, o médico esperava o quadro clínico dos bebês estabilizar, tirava-os da incubadora e amarrava-os ao corpo das mães.
Os princípios básicos são:
O maior estímulo da amamentação vem da sucção da boca do bebê, mas quando a mãe pára de produzir leite ou o prematuro não consegue sugar, é preciso estimular o processo. A técnica de relactação ou lactação adotiva é bastante incentivada no Monte Sinai para suprir a deficiência. Através de uma sonda colocada junto ao bico do peito da mãe, a criança vai sugando o leite, que sai de um recipiente apropriado. Ao mesmo tempo em que mama o peito, ela se alimenta e reestimula a produção de leite materno. Tudo com conforto e tranqüilidade para mãe e bebê.