Procedimento inédito e interdisciplinar: oclusão temporária de artérias hipogástricas para prevenção da hemorragia obstétrica

Pela primeira vez no Hospital Monte Sinai, foi realizado uma oclusão temporária de artérias hipogástricas para controle de hemorragia pós-parto numa gestante com provável acretismo placentário. O procedimento reforça a interface da Radiologia Intervencionista com outras especialidades, no caso, a Obstetrícia e numa situação crítica que seria de alto risco sem a técnica.

Comprovando o que diz a literatura médica, o procedimento é recomendado como “padrão ouro”, com altas taxas de sucesso, baixo índice de complicações e, neste caso, possibilitando ainda a preservar a função reprodutiva da mulher. Por isso, o balonamento temporário das artérias é uma alternativa minimamente invasiva no tratamento da hemorragia obstétrica.

Estes procedimentos não são comumente associados,  pela frequência da patologia, pois só é indicado em algumas circunstâncias do parto quando há acretismo placentário. O acretismo placentário Ocorre quando a placenta adere de forma anormal à parede do útero ou até invade outras estruturas como bexiga ou intestino (placenta percreta). A paciente, neste caso, tinha uma placenta prévia total, com risco de acretismo placentário e que foi um achado do ultrassom, pois ela não teve qualquer sintoma, nem mesmo sangramento. Ela também fez uma ressonância magnética para confirmação do risco e assim foi feita a opção pelo suporte da Radiologia Intervencionista no parto.

Alto risco de hemorragia

A placenta é supervascularizada e aumenta muito o risco de sangramento no parto, principalmente por ser prévia. O Obstetra Francisco Roberto Chaves já fez vários procedimentos deste tipo, mas sem radiointervenção. “O ideal é a realização da cesárea a partir do momento de maturidade pulmonar do bebê, entre 36 e 37 semanas. Durante o ato cirúrgico, em que é comum a previsão de se fazer histerectomia total, o procedimento com a oclusão temporária dá enorme tranqüilidade para o obstetra concluir o processo. Uma hemorragia, durante o procedimento pode levar a paciente a perder um litro de sangue em 1,5  minuto”, relata Dr. Francisco.

Neste procedimento, tudo foi programado com a equipe do radiologista intervencionista Dr. Rafael Gustavo Gomide Alcântara, com reserva de sangue para o Centro Cirúrgico, reserva de vaga em UTI Adulto para a mãe e de UTI Neonatal. A técnica do procedimento prevê o posicionamento de dois balões nas artérias que vão nutrir a pelve (artérias ilíacas internas direita e esquerda ou hipogástricas).

O procedimento foi iniciado na sala de Hemodinâmica. Os balões foram introduzidos com incisão mínima (um em cada artéria) e posicionado para manter o controle de saída do sangue para o útero. Ficaram com extensões para ser manipuláveis pelo radiologista que participou da cesárea. O obstetra fez o parto e, após o recém nascido estar em segurança, os balões foram insuflados e o obstetra fez a hemostasia – controle do sangramento – orientando a insuflação ou desinsuflação dos balões, restringindo a quantidade de sangue no intraoperatório até concluir a retirada da placenta ou a histerectomia.

No caso, havia programação de histerectomia total, mas, felizmente, não foi necessária a retirada do útero, pois com o suporte do balão controlando o fluxo de sangue, o obstetra pode ver o comportamento da placenta, que começou a se soltar, permitindo preservar o útero. Nenhum suporte intensivo foi necessário, a mãe e o bebê puderam permanecer apenas o tempo regular de uma internação na Maternidade do Hospital, com alta no tempo regulamentar dos dois sem qualquer complicação.

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